A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica hoje no Diário Oficial uma resolução que proíbe a importação da venda e a comercialização de Dietmax no Brasil. Trata-se de um produto para emagrecer vendido pela internet que se autodenomina fitoterápico e promete perda de peso rápida e de forma natural.
No início do mês, a agência já havia proibido a propaganda e a venda desse produto em sites, conforme o Estado antecipou. Como a propaganda continuou e a origem do produto ainda é desconhecida, a agência decidiu proibir também a importação e a venda em qualquer loja física.
A Anvisa ainda determinou que as vigilâncias sanitárias dos estados e municípios recolham o produto - caso ele seja encontrado em lojas - e os envie para os laboratórios da rede Lacen, que atendem a Anvisa. A agência quer saber qual é o conteúdo exato das cápsulas.
Pessoas que compraram o produto e quiserem colaborar com a agência podem enviar as amostras para as vigilâncias sanitárias para serem analisadas.
Histórico
O DietMax começou a ser vendido no País em abril. Nas propagandas, o produto diz que a pessoa pode perder até 11 quilos em quatro semanas. Cada pote custa R$ 98 e demora cerca de 20 dias para chegar.
Em uma das propagandas divulgadas no Facebook, o DietMax usou imagens da cantora Ivete Sangalo e da atriz Juliana Paes, dizendo que elas perderam 15 quilos após usarem o produto.
Ambas negaram ter usado o emagrecedor e não autorizaram o uso da imagem. Após a primeira ação da Anvisa, as fotos das duas foram trocadas por fotos de usuários 'comuns'.
A empresa responsável pelas vendas no Brasil é a Nutralogistic, com sede em Curitiba. Mas seu CNPJ indica que ela faz consultoria em gestão empresarial e comércio atacadista de equipamentos de informática - nada relacionado efetivamente a vendas de produtos de saúde.
Em entrevista anterior ao Estado, Ricardo Guimarães, representante de vendas no Brasil, disse que o DietMax é composto por psyllium, quitosana, biotina, gelatina e glicerina umectante.
A endocrinologista Gláucia Carneiro, do ambulatório de obesidade da Unifesp, afirmou que nenhum desses compostos é capaz de atuar no emagrecimento. 'Se existisse algum produto que eliminasse os adipócitos, seria a cura da obesidade no mundo.'

Mais uma vez encontrei essa ótima reportagem no site do Estadão, fiquem atentos a medicamentos, formulas, shakes e etc que prometem tudo com facilidade, somente os alimentos quando bem orientados são capazes de trazer todos os beneficios necessários ao nosso corpo e se bem escolhidos e preparados, não trazem dano algum a saúde.